Hoje trago-vos um relato do que sucedeu na cidade do Porto, num evento para assinalar o dia Mundial contra a LesBiGayTransfobia (17 de Maio), no ano passado. A data aproxima-se e desde já exorto tod@s a participar na manifestação que certamente ocorrerá (mal tenha alguma informação, publicá-lá-ei aqui). Leiam e vejam o quão longo é o caminho que temos pela frente... É por isso que eu dizia há tempos que quem assassinou Gisberta (e agora Luna), não foram só aqueles jovens. Temos uma sociedade inteira (algu@s talvez dentro das nossas casas, no apartamento ao lado, a passar lá fora, na televisão, ...) a fazer questão de mostrar, todos os dias a estas pessoas que há uma guerra em curso contra si. Estas pessoas vivem amedrontadas, atormentadas, aterrorizadas porque sair à rua é sempre uma provação. A Luna, por exemplo, era apedrejada, cuspida e insultada diariamente por quem passava nos carros, no Redondo. Saiam à rua, após as 23h e vão a pé por Gonçalo Cristovão, Santa Cataria, Poveiros, Rua da Alegria, Rua da Constituição, ... e constatem in loco o ódio que sai à rua todas as noites contras as transsexuais. Estou tão farto disto! Farto! Farto mas com força renovada, a cada dia. Isto vai acabar, um dia. Até lá, só a união de esforços, só a denúncia, só o activismo, só o inconformismo poderá trazer-nos esperança. Lutemos tod@s por esta causa! Em breve, no ISMAI, teremos uma tertúlia acerca deste tema. Aguardem notícias.
Vamos meter a homofobia na pia.
