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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Com'Out eternamente adiado

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(capa e inside da Com'Out de Agosto #2)

A revista Com'Out tornou-se rapidamente numa das minhas companheiras de quarto e de viagem. No entanto, tão interessante como estar com ela é comprá-la. Desafio-vos a fazê-lo. Levem sapatilhas confortáveis, muita disponibilidade (em todos os aspectos, sobretudo mental) e uma 
dose reforçada de paciência.

Hoje entrei em 16 livrarias/quiosques/papelarias, ... 

Em 14 delas, a resposta foi a mesma: "Quê?" Cooome ouuut "Não tenho. "É de quê?" (é de liberdade e de anti-heteronormatividade, quis dizer - não disse e disse o que se diz - erradamente) É uma revista LGBT. "O que é isso?!" (é tacanhez, minha gente!) Lésbicas, Gay, Bissexuais e Transgénero. "Isso não temos"

Na papelaria do Via Catarina: não conhecia o funcionário, o que não o impediu de me tratar imediatamente por tu. Pensei: hum, isto é bom sinal. (Sinto falta de ser tratado por tu, sinto falta de ser tu e de na tua relação comigo eu ser tu e tu seres tu ). A mesma conversa, exactamente. E, de súbito, ele olha para mim e diz: "Já sei qual é, nós recebemos essa revista! Desculpa, não temos. Ou melhor, temos mas não podemos vender". Como? "Recebemos a revista todos os meses mas o nosso patrão não nos deixa vendê-la e devolve-as todas! Desculpa pá, desculpa mesmo". Amig@s, o que podemos fazer quanto a isto? Vou contactar hoje mesmo a Com'Out.

Este périplo permitiu-me pensar nisto: heteros, machistas, ... : Com'Out! 

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Com'out

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Uma excelente notícia: finalmente uma revista LGBT totalmente em português! Mensal.

É a sexualidade que nos define enquanto seres humanos? Que nos determina o carácter, a forma de estar e o modo como nos relacionamos com os outros?

A simples tolerância sobre a diferente orientação sexual parece, infelizmente, ainda não estar ao alcance da maioria dos portugueses.

Neste momento encontramo-nos no limbo: entre países influenciados pelas doutrinas de Martinho Lutero, onde há muito que a tolerância e consequente igualdade são uma realidade, e as situações aberrantes de primitivismo homofóbico em alguns países Africanos e do Médio Oriente.

O reconhecimento pelas inúmeras dificuldades ultrapassadas no início dos projectos editoriais em alguns países, como Miguel Ángel López na revista Zero em Espanha, Pierre Bergé na revista francesa Têtu, assim como da norte-americana The Advocate, inspiraram e desafiaram muitos editores a abraçarem os projectos das ilustres revistas que hoje marcam presença nos mais variados mercados.

Este ano em Portugal, várias revistas e jornais nacionais, abordaram como nunca antes, e de forma perfeitamente natural, temas relacionados com a comunidade LGBT.

Cremos que chegou, pois, o momento de Portugal ter nas bancas uma revista assumidamente direccionada à comunidade LGBT e simpatizantes, que humildemente contribua para a crescente tolerância e banalização de diferenças, mostrando que são pessoas com vidas normais que apenas querem viver felizes e serenas, em harmonia com todos, usufruindo dos mesmos direitos e cumprindo os deveres das sociedades modernas.

Parafraseando o primeiro-ministro espanhol José Luis Zapatero, “uma sociedade decente é aquela que não humilha os seus membros”.

Enviamos um sincero e profundo agradecimento e dedicamos este primeiro número da revista Com’OUT a todos os que, a nível nacional e internacional, desde o primeiro

momento, se disponibilizaram e nos deram o seu apoio e contributo.

Certos do longo caminho que temos para percorrer, o leitor pode contar com a nossa determinação, capacidade de trabalho e vontade de lhe proporcionar mensalmente a melhor revista possível. E é claro que contamos consigo para esta missão.

Votos de boa leitura e até breve!

Fonte: http://com-out.pt/